|
Freguesia de Aldeia de Paio Pires |
O nome de Aldeia de Paio Pires deve-se a D. Payo Pires Corrêa,
Fronteiro-Mor do Algarve e Grão-Mestre da Ordem Militar de Santiago no
século XIII, mais precisamente em 1242, tendo falecido no ano de 1275.
O nobre cavaleiro distinguiu-se como um dos principais responsáveis
pela expansão do território nacional, sobretudo no Alentejo e Algarve,
que ajudou a resgatar aos ocupantes sarracenos.
Em virtude dos seus memoráveis feitos D. Payo recebeu inúmeros e
valiosos benefícios régios, entre os quais se encontrava a doação das
terras banhadas pela ribeira da Coina. Assim se não foi o efectivo
fundador da freguesia, D. Payo Peres Corrêa foi o senhor da povoação e
a sua mais importante figura até então.
A tradição orgulhosamente acalentada pela população da região guarda a
memória de que o cavaleiro procurava a paz e a serenidade dos seus
campos da área de Lisboa para se refazer e descansar das duras e
prolongadas jornadas de combate e que terá nessas mesmas terras
mandado erguer uma modesta ermida, a qual poderá representar o início
do culto a Nossa Senhora da Anunciada.
O importante personagem foi honrado pela freguesia a que deu o nome
que o escolheu para figura central do seu brasão, onde aparece
montando um cavalo branco sobre campo vermelho.
No brasão surgem também dois cadinhos, representando a indústria
siderúrgica que, durante cerca de 35 anos constituiu a mais importante
actividade das suas populações.
Estão também representados três cachos de uvas para manter viva a
lembrança dos tempos em que a freguesia era, essencialmente rural e
tinha no vinho, até ao século XVIII, o seu mais importante produto.
A Aldeia de Paio Pires pertenceu, sucessivamente, aos concelhos de
Almada, Barreiro e, por último, ao Seixal. A elevação a freguesia
deu-se no revolucionário ano de 1820, libertando-se então da tutela de
Arrentela.
A economia da freguesia de Paio Pires foi marcada, nos últimos 35 anos
pela presença da Siderurgia Nacional, situação que se mantém, apesar
da actual situação da empresa que está a ser desmantelada e a ver a
sua capacidade produtiva reduzida, em favor de interesses
estrangeiros.
Para além do sector industrial a actividade económica da freguesia é
marcada também pelo comércio.
Nos últimos anos tem-se assistido a uma crescente afectação da
população activa de Aldeia de Paio Pires, ao mercado de trabalho da
cidade de Lisboa e de Almada.
Paralelamente ao incremento demográfico a freguesia tem registado um
enorme acrescimo urbanístico, fenómeno que a Junta de Freguesia tem
procurado fazer acompanhar das infra-estruturas necessárias.
Por essa razão a Junta tem actuado em áreas tão diversas como as
questões ligadas à gestão do cemitério ou dos mercados, da conservação
de bermas e passeios, das pequenas obras de conservação dos
equipamentos escolares do Ensino Básico, apoio às associações locais,
construção e manutenção de zonas verdes.
A Junta de Freguesia de Aldeia de Paio Pires tem ainda à disposição da
sua população um Posto Médico e um Consultório Jurídico, gratuitos. O
Desporto e as actividades culturais completam o leque de acções
levadas a cabo pela Junta para promoção da qualidade de vida dos seus
residentes