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Antigos terrenos da
Siderurgia vão ter plano de reconversão
proposta Câmara
adiou votação do protocolo a celebrar com empresa e
tenciona instalar pólo industrial na zona Documento
deverá ser votado pela Assembleia Municipal em Março
Ana Rute Silva
Os terrenos onde estava
instalada a antiga Siderurgia Nacional de Paio Pires
vão ter um plano de recuperação e serão transformados
num pólo empresarial. Esta é, pelo menos, a intenção da
Câmara do Seixal que agendou para ontem a aprovação de
um protocolo a celebrar com a SN Serviços e a
Urbindústria SA, gestora do Parque Industrial do
Seixal. A votação acabou por adiada para a próxima
sessão de Câmara.
Durante a visita de Luís Nobre Guedes, ministro do
Ambiente, ao Centro Integrado de Valorização e
Tratamento de Resíduos Sólidos do Seixal, Alfredo
Monteiro, presidente da autarquia, afirmou que o
objectivo é "promover a ligação ao actual Parque
Industrial do Seixal e desenvolver a área ribeirinha,
criando um pólo de actividades económicas". "Terá raiz
local e regional, criando um centro empresarial",
referiu.
Questionado sobre as hipóteses de concretização do
plano, o autarca defendeu que tem "sustentabilidade" e
vai ser "colocado em cima da mesa do próximo ministro".
"O estudo vai ficar no Plano Director Municipal. Será
desenvolvido por um gabinete e inclui também a questão
da plataforma logística que importa tratar", disse. O
passivo ambiental existente nos 300 hectares da antiga
Siderurgia continua por resolver, mas Alfredo Monteiro
remete responsabilidades para o Estado. Nobre Guedes,
que está há apenas cinco meses na pasta do Ambiente,
disse que o seu ministério estaria a partir de agora em
condições de tomar decisões.
Alfredo Monteiro apontou Março como a data provável
para a aprovação do protocolo na Assembleia Municipal.
A Câmara do Seixal escusou-se a fornecer a minuta do
documento, alegando que o mesmo só tem validade depois
de aprovado em assembleia.
Segundo a agência Lusa, a SN Serviços chegou a anunciar
a conclusão de um plano de reconversão urbana dos
terrenos, tal como a anterior administração da empresa.
Valorização orgânica
de resíduos
Já com a garantia de
financiamento do Fundo de Coesão, a Amarsul espera ter
a funcionar, em 2007, as unidades de valorização
orgânica dos Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) do Seixal e
de Palmela. Tal como o JN já noticiou, o projecto tem
um investimento de 40 milhões de euros, financiados a
60% por fundos europeus e vai tratar os resíduos
produzidos nos nove municípios da Península de Setúbal.
O investimento, que inclui também a requalificação da
Central de Compostagem de Setúbal, vai permitir tratar
100 mil toneladas de RSU. As obras arrancam em Outubro.
Foi também revelado que a Estação de Pré-Tratamento de
Lixiviados vai estar um ano em análise.
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