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Pavilhão
naval abre com demora de meses
Espaço de exposições do
Núcleo de Arrentela inaugurado com mostra sobre o Tejo Câmara justifica
atrasos com complexidade da obra
Ana Rute Silva
Opavilhão de exposições do Núcleo Naval de
Arrentela, no Seixal, vai finalmente abrir as portas ao público, hoje,
com uma mostra de longa duração sobre «Barcos, memórias do Tejo». A
inauguração já tinha sido dada como certa no segundo semestre de 2004.
A investigação histórica das embarcações que navegavam no estuário do
Tejo e a complexidade da própria exposição - que combina elementos
audiovisuais com modelos de embarcações - ditaram os atrasos da
inauguração.
Corália Loureiro, vereadora da Cultura da Câmara do Seixal, sublinha
que o pavilhão foi alvo de obras «muito específicas e envolveu várias
empresas». «Por outro lado, foi feita também uma recolha exaustiva
sobre todo o estuário e esta não é uma exposição qualquer. É pedagógica
e interactiva», afirma. A mostra é permanente e vai animar o núcleo
naval onde, desde 1993 funciona uma oficina de modelos de barcos.
Estaleiro, memória do lugar, território, estuário do Tejo, trabalhar no
Tejo, entre pontes e além terra, são os sub-temas desta mostra. Através
de um percurso sonorizado com música original de Miguel Azguime, o
visitante vai poder ver uma colecção de modelos de barcos tradicionais
utilizados em diversas actividades económicas.
Segundo Corália Loureiro, as embarcações que actualmente navegam no
Tejo com a função de recreio também vão estar representadas. «Esta
exposição tem a ver com os barcos e memórias do Tejo não só no concelho
do Seixal. É um retrato do que aconteceu em todo o estuário, com
tradições próprias», disse ao JN.
O núcleo naval de Arrentela pertence ao Ecomuseu municipal e ocupa um
antigo estaleiro, activo até final dos anos 70. A autarquia aproveitou
um dos edifícios e abriu o espaço ao público em 1984.
O pavilhão destinado a exposições foi objecto de requalificação
arquitectónica e museográfica, com projecto do arquitecto Cândido Chuva
Gomes. |
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