Barcos destruídos retirados da
baía
Duas dezenas de embarcações
abandonadas, muitas delas já em destroços, foram removidas ontem de
manhã da baía do Seixal, numa operação conjunta da Administração do
Porto de Lisboa (APL) e da Câmara Municipal do Seixal. Os trabalhos
deveriam ter terminado hoje, mas as boas condições da maré ajudaram
a concluir mais cedo a intervenção.
"Tratam-se de embarcações abandonadas pelos proprietários, com um
elevado grau de degradação. São inavegáveis", afirmou Susana Rolo,
chefe do Serviço de Ambiente Marítimo da Direcção de Segurança e
Ambiente da APL. Depois de um levantamento feito em Janeiro, a
pedido da Câmara do Seixal, a APL identificou 27 embarcações de
recreio, de pesca e de tráfego local.
Em Agosto, o número diminuiu para 20. "Algumas foram entretanto
removidas pelos proprietários", explica a responsável. O
investimento de 4250 euros foi dividido entre as duas entidades e
estima-se que, durante a operação, tenham sido removidas 15
toneladas de resíduos para aterro.
"Ás 13.30 horas os destroços já tinham sido todos retirados",
revela Susana Rolo. A operação abrangeu uma área de cerca de dois
quilómetros, entre o Largo dos Restauradores e o Núcleo Museológico
da Arrentela. Nos trabalhos foram utilizados meios da Câmara,
nomeadamente carro-grua, retroescavadoras e camiões basculantes.
"Estas operações acontecem com frequência. Pelo menos uma vez por
ano são retiradas as embarcações maiores da baía do Seixal. É uma
zona muito propícia ao abandono de barcos", afirmou Susana Rolo,
explicando que a APL efectua fiscalizações na margem Norte e Sul do
Tejo. Ana Rute Silva |