Serviços da Câmara do Seixal Mudam
Amanhã de Casa
Por CLÁUDIA VELOSO
Domingo, 13 de
Fevereiro de 2005
Cerca de 700 trabalhadores da Câmara do Seixal vão estrear amanhã um
novo edifício, construído de raiz no Parque Industrial do Seixal, com
um investimento que rondou os 17 milhões de euros.
Os 16 mil m2 das novas instalações vão acolher os serviços
operacionais da autarquia, até à data dispersos pelo município, sendo
que a transferência de equipamentos e material tem vindo a ser feita
nas últimas três semanas, "para não perturbar o normal funcionamento
dos serviços".
"No próximo mandato" - adiantou ao PÚBLICO Alfredo Monteiro,
presidente da Câmara do Seixal (CDU) - "será a vez de construir um novo
edifício para os Paços do Concelho". O projecto está "praticamente
pronto" e o objectivo é, mais uma vez, "centralizar, articular e
melhorar serviços", frisou o autarca.
As novas instalações para os departamentos de Ambiente, Serviços
Urbanos, Saneamento, Infra-estruturas e Transportes, Aprovisionamento e
Cultura, que amanhã serão inauguradas oficialmente, contam com um
"rigoroso plano de segurança", que por si só representou um
investimento de 300 mil euros. O sistema de detecção electrónica de
incêndios emite um aviso localizado para uma central digital e para a
portaria. Os pavilhões operacionais estão equipados com desenfumadores,
ao nível da cobertura, que abrem automaticamente se for detectado fumo
nos pavilhões. O parque industrial está dotado de uma rede interna de
combate a incêndio, que inclui dois depósitos autónomos com 40 mil
litros de água cada um.
Particular importância foi dada também, sublinhou o presidente da
autarquia, à poupança energética. "Para além de ser esteticamente muito
bonito, o edifício tem muita luz natural".
Associadas às melhores condições de trabalho para os funcionários,
acredita Alfredo Monteiro, virá "um melhor serviço público à
população". No Verão, promete, haverá serviços abertos até às 21 horas.
Sem recurso a fundos estatais ou comunitários, o investimento foi
possível através de uma contratualização com privados. Os 17 milhões de
euros foram assegurados pela ASSIMEC, uma empresa sedeada no concelho,
"no quadro de um contrato celebrado com a Câmara Municipal, na
sequência de uma consulta pública". A autarquia optou por uma solução
de arrendamento do espaço, prevista no contrato, no valor de cerca de
130 mil euros mensais, sendo que a opção de aquisição pode ser
concretizada no final de cada semestre.
O edifício inclui um auditório com capacidade para 98 lugares, que
servirá para reuniões de trabalho, acções de formação e seminários.
Salvaguardadas estão também, garantiu Alfredo Monteiro, as questões
relacionadas com acessibilidades e transportes. "Com a transferências
destes serviços, foram criadas novas carreiras e alargados horários de
transportes públicos, o que acaba por dar resposta a um problema que
existia até agora para quem se queria deslocar ao parque industrial",
salientou o autarca.
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