
O concelho de Sesimbra forma aproximadamente um quadrado
delimitado por Almada, Seixal e Barreiro a norte, Palmela e
Setúbal a leste e pelo Oceano Atlântico a sul e a oeste.
Dentre as actividades económicas mais importantes do concelho
destaca-se a pesca e as suas associadas a construção naval e a
indústria conserveira e a extracção e transformação dos várias
tipos de pedra da região, como a brecha de Sesimbra e a brecha ou
mosaico da Arrábida, um conglomerado marmóreo natural.
As mais importantes romarias de Sesimbra são a Festa do Senhor
Jesus das Chagas, a de Nossa Senhora do Castelo, a de Nossa
Senhora do Cabo, a de Nossa Senhora da Luz, a de Nossa Senhora da
Arrábida e a de S. José.
As origens de Sesimbra não são ainda bem conhecidas falando- -se
numa Zambra romana, de uma Sesimbrig celta e outros autores ainda
de uma Zimbra celtibera.
Certo é que em todo o concelho abundam vestígios arqueológicos que
atestam a presença humana na região desde o Vilafranquiano médio 1
200 000 anos a.C..
Sesimbra foi tornada portuguesa e cristã no ano de 1165 quando
D.Afonso Henriques a conquistou aos árabes, após alguns dias de
tentativas. Os árabes retomam o castelo após este ter sido
abandonado pelos povoadores, que temeram a horda muçulmana, a qual
lutava para recuperar as praças perdidas, em 1191.
Coube a D. Sancho I a reconquista de Sesimbra com o auxílio de
cruzados francos, que povoaram o local.
O castelo de Sesimbra foi doado em 19 de Fevereiro de 1236 aos
cavaleiros da Ordem de Santiago, que possuíam já importantes
territórios em toda a região, na pessoa de Paio Peres Correia seu
mestre, com todo o direito sobre o senhorio da vila e castelo e o
padroado das igrejas. O Papa Inocêncio IV confirmou a doação.
Os cavaleiros não foram suficientes para o povoamento da região,
nem as regalias dadas a pescadores e camponeses, pelo que houve
necessidade de criação de “coutos de homiziados” nos séculos XIII,
XV e XVI.
O primeiro foral de Sesimbra foi dado por D. Sancho I em Coimbra,
em Agosto de 1201, confirmado posteriormente por D. Afonso II, D.
Dinis que além de confirmar os privilégios criou o concelho de
Sesimbra, D. Afonso IV e D. Fernando.
No período das Descobertas os homens do mar de Sesimbra marcaram
largamente a sua presença, tendo concedido o rei D. Manuel a
Sesimbra uma nova carta de foral em 28 de Julho de 1514.
Em 1427 Sesimbra teve banco nas Cortes, ficando o seu procurador
ao lado dos de Palmela e Setúbal.
As terras do concelho foram cenário de sangrentos episódios nas
lutas nacionais com muçulmanos, espanhóis e franceses.
O concelho teve, antigamente, uma área muito maior do que a
actual, porque abrangia terras de Almada e de Azeitão que lhe
foram retiradas. Em 27 de Maio de 1388 foram criadas as freguesias
de Santa Maria ou do Castelo. Em 8 de Abril de 1536 foi criada a
freguesia de Santiago. Em tempos mais recentes foi criada a
freguesia de Quinta do Conde.
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