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FORTALEZA DE SANT'IAGO DE SESIMBRA


No local da actual fortaleza (junto ao mar), foi construído na época de D. Manuel um forte denominado de S. Valentim. Em 1602, este forte sofreu o ataque de uma armada inglesa que o danificou severamente.

Após a restauração, em 1640, foi projectada uma fortaleza que respondia às novas técnicas militares.

Coube ao engenheiro/padre jesuíta João Cosmander a autoria do projecto que estava concluído em 1648.


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Imponente fortaleza, conserva ainda as diversas dependências para a guarnição, as cisternas, o paiol, a residência do governador da praça, as masmorras e a capela privativa. No pátio existia uma grande pintura sobre madeira dos meados do século XVII que representa Sant'Iago investindo de espada em riste num fogoso corcel, sobre um grupo de castelhanos. Entre as duas torres do lado norte, encontra-se a ala em que veraneavam os Meninos de Palhavã (filhos bastardos de D. João V). Desactivada como fortaleza militar em 1832, foi cedida em 1886 à alfândega e em 1879 à Guarda Fiscal para aí instalar um quartel, função que ainda hoje mantém.




 

O ARMAMENTO: DA NEUROBALÍSTICA À PIROBALÍSTICA

Durante a Idade Média o armamento de tiro disponível limitava-se a engenhos que utilizavam como elementos propulsores a força resultante da flexão ou torção. São disto exemplo o arco, a besta, a catapulta, etc..

Na segunda metade do séc. XIV, iniciou-se a utilização da pólvora como força propulsora, o que permitiu o desenvolvimento de novos tipos de armas. Está neste caso o canhão e mais tarde os arcabuzes e a pistola.

É a passagem da neurobalística à pirobalística que vai determinar inovações na arte da guerra e obrigar a alterações na arquitectura militar. A torre vai dando lugar ao baluarte e as edificações deixam de se desenvolver em altura para se desenvolverem na horizontal.

O canhão inicialmente pouco eficaz, pelo seu peso, lentidão e falta de precisão de tiro é melhorado ao longo do séc. XV. O rei D. João II (1481-1495) ordenou que se efectuassem no Sado, frente a Setúbal, experiências com armas de fogo em embarcações, dando início à artilharia de fogo naval. Por ordens expressas do rei são instaladas a bordo das caravelas "tiros grossos" e Lisboa seria defendida, antes da construção da Torre de Belém, por uma nau com canhões fundeada na barra do Tejo.

 

 

 

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