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Setúbal foi fundada pelos fenicios, cerca de 1000 a.C. Foi dedicada ao deus Baal, a mais importante divindade deste povo. Assim como as vizinhas e também fenícias Lisboa e Alcácer do Sal, fornecia sal, peixe salgado, cavalos para exportação e alimentos para os barcos que comerciavam estanho com a Cornualha. A povoação recebeu foral em 1249. Em 1525 recebe o título de Notável Vila e, em 1860, é elevada a cidade. O distrito foi criado em 1926.
Setúbal
Brasão de Setúbal Bandeira de Setúbal
Brasão Bandeira
Localização de Setúbal
Gentílico Setubalense, Sadino; Tubalense (poético)
Área 170,57 km²
População 113 937 hab. (2001)
Densidade populacional hab./km²
Número de freguesias 8
Região Lisboa
Subregião Península de Setúbal
Distrito Setúbal
Antiga província Estremadura
Orago São Francisco Xavier
Feriado municipal 15 de Setembro
Código postal 2900
 

O concelho de Setúbal, a cerca de 40 quilómetros de Lisboa, concilia, no conjunto das oito freguesias, características urbano-rurais.

O concelho é montanhoso nas freguesias situadas a oeste - S. Lourenço, S. Simão e Anunciada - em cujas áreas se situam parte das serras da Arrábida, de S. Luís e de S. Francisco.

A população concentra-se fundamentalmente na cidade, apresentando as freguesias de S. Lourenço, S. Simão, Sado e Gâmbia, Pontes e Alto da Guerra densidades populacionais significativamente baixas.

 

Nº de habitantes: 113.934 (Censos 2001)

Nº de eleitores: 92.820

Área territorial: 170 km2

 

Os registos de ocupação humana no território do concelho remontam à pré-história, tendo sido recolhidos, em vários locais, numerosos vestígios desde o Neolítico.

 

Com a presença romana, nos séculos I a IV da nossa era, nasceu Cetóbriga, um importante núcleo urbano e industrial, principalmente ligado à salga de peixe, que se estendeu pelas duas margens do rio Sado, integrando Tróia.

 

Durante as invasões bárbaras e a ocupação árabe, a zona habitada foi sendo progressivamente abandonada devido ao avanço das areias.

 

Atalaias como Palmela, portos mais abrigados como Alcácer do Sal, e vales férteis, como Azeitão, foram os locais escolhidos pelos invasores muçulmanos para se fixarem.

 

Após a conquista de Palmela aos mouros e do estabelecimento da Ordem de Santiago da Espada, Setúbal foi repovoada, primeiro na colina de Santa Maria e, progressivamente, na zona baixa que se estende até ao actual bairro de Troino. Recebeu, em 1249, de D. Paio Peres Correia, mestre da Ordem, a primeira carta foral.

 

Setúbal, com uma extensão territorial relativamente diminuta, teve de afirmar-se, lutando com os concelhos vizinhos - Palmela, Santiago do Cacém e Alcácer -, já então constituídos.

 

Com as dificuldades apresentadas pelos habitantes, no que diz respeito à entrada e venda de produtos trazidos de Sesimbra, Palmela e Alcácer, o mestre de Santiago, D. Garcia Peres, em 1343, deu execução a uma carta de D. Afonso IV, que delimitava o termo de Setúbal, tendo sido construída uma cortina de muralhas.

 

Ao longo do século XV, a vila desenvolveu actividades económicas, ligadas sobretudo, à indústria e ao comércio, tirando rendimentos elevados com os direitos cobrados pela entrada no porto.

 

Os primeiros conventos franciscanos, um deles o Convento de Jesus, foram construídos em Setúbal durante esse século.

 

A época dos Descobrimentos trouxe um grande desenvolvimento, tendo D. Afonso V, em 1458, partido do porto de Setúbal à conquista de Alcácer Ceguer.

 

A construção de um aqueduto, em 1487, que conduzia a água à vila, iniciada por D. João II, terminou no reinado no reinado de D. Manuel. Este monarca reformou o foral da vila, em 1514, devido ao progresso e aumento demográfico que Setúbal tinha registado ao longo do último século.

 

O título de “notável villa” é concedido, em 1525, por D. João III. Foi este título que proporcionou a criação, em 1553, por carta do arcebispo de Lisboa, D. Fernando, de duas novas freguesias, a de S. Sebastião e a da Anunciada, que se juntaram às já existentes S. Julião e Santa Maria.

 

A cerca de um quilómetro de Setúbal, o Rei D. Filipe II mandou edificar uma fortaleza –de S. Filipe -, cujos trabalhos foram iniciados em 1582.

 

No início do século XVIII, a população setubalense solicitou que S. Francisco Xavier fosse eleito padroeiro da cidade.

 

O terramoto de 1755 destruiu e danificou muitos edifícios, tendo as freguesias localizadas na zona mais baixa de Setúbal sido as mais afectadas.

 

Ao longo do século XIX, o desenvolvimento económico e social transformou a vila num dos mais importantes centros comerciais e industriais do País. A elevação a cidade deu-se em 1860, por carta régia, após solicitação da Câmara, dois anos antes, ao Rei D. Pedro V.

 

Nessa altura, foi inaugurada a via férrea Barreiro-Setúbal e, em 1863, a iluminação a gás. As obras de aterro sobre o rio iniciaram-se, fazendo nascer a Avenida Luísa Todi.

 

Setúbal foi elevada, em 1926, a sede de distrito e, em 1975, a cabeça de diocese.

 

Fontes:

- “Setúbal”, José Custódio Vieira da Silva, 1990;

- Região de Turismo da Costa Azul

 

 

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