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Península deve apostar no turismo
Autarcas e empresários da Península de Setúbal defenderam, ontem, a
necessidade da região ser alvo de uma discriminação positiva no que se
refere aos fundos comunitários, como forma de reparar o atraso
estrutural que enfrenta. Esta posição surgiu numa reunião promovida pela
Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do
Tejo (CCDR-LVT), em Setúbal, para preparar a estratégia regional para o
próximo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), que apresenta
um corte de verbas para a região.
Contudo, no final da reunião, Fonseca Ferreira, presidente da CCDR-LVT,
declarou que essa discriminação positiva "não é possível. O dinheiro é
muito pouco e não é com o QREN que vamos resolver essa questão", disse.
Em seu entender, o desenvolvimento da região terá de passar "por um
maior apelo ao investimento privado, nomeadamente ao nível dos projectos
industriais e turísticos". O apoio do Estado "pode ser garantido através
das apostas nas estratégias certas, canalizando para a Península de
Setúbal apoios para o desenvolvimento do turismo e da área científica e
tecnológica", disse.
Já Moura de Campos, vice-presidente da CCDR-LVT, afirmou que a região
tem de ser "mais selectiva e concentrar o esforço financeiro em poucos
projectos".
Ana Teresa Vicente, presidente da Câmara Municipal de Palmela e da
Associação de Municípios da Região de Setúbal, considerou que "não deixa
de ser contraditório que, numa região onde estão instalados alguns dos
maiores projectos económicos do país, o grande desafio seja ultrapassar
as assimetrias locais. A verdade é que na Área Metropolitana de Lisboa
quando se é pobre, é-se mesmo muito pobre", disse a autarca. Paulo
Morais
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