Zenóbia foi uma rainha de Palmira (Síria). Depois da
morte do marido (Odenato), reinou em nome do filho (Vabalato)
e fez de Palmira uma brilhante capital no Oriente
Médio. Foi vencida e reduzida ao cativeiro pelo
imperador romano Aureliano (273).
O marido de Zenóbia era o nobre palmiriano Odenato,
que em 258 foi promovido ao posto de cônsul de Roma,
por causa da sua campanha bem-sucedida contra a
Pérsia a favor do Império Romano. Dois anos depois,
Odenato recebeu do imperador romano Galieno o título
de corrector totius Orientis (governador de todo o
Oriente). Isto foi em reconhecimento da sua vitória
sobre o Rei Sapor, da Pérsia. Por fim, Odenato
autodenominou-se "rei dos reis". Esses êxitos de
Odenato podem em grande parte ser atribuídos à
coragem e cautela de Zenóbia.
"Ela tinha pele morena . . . Seus dentes eram
brancos como pérolas, e seus grandes olhos negros
brilhavam como fogo, suavizados pelo mais atraente
encanto. Sua voz era forte e harmoniosa. O
entendimento brioso dela era fortalecido e adornado
pelo estudo. Não desconhecia o latim, mas era
igualmente perfeita nas línguas grega, siríaca e
egípcia." Foi assim que o historiador Edward Gibbon
louvou Zenóbia, a rainha guerreira da cidade síria
de Palmira.
O nome Síria, antigamente compreendia
toda a região do Levante, enquanto atualmente
abrange os locais de antigos reinos e impérios,
incluindo as civilizações de Ebla do III milênio aC.
Na era Islamica, sua capital, Damasco, foi a capital
do Império Omíada e a capital provincial do Império
Mameluco. Damasco é largamente reconhecida como uma
das cidades mais antigas continuadamente habitadas
do mundo