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  SABUGAL

sabugalSitua-se em local sobranceiro ao rio Côa tendo pertencido ao reino de Leão. Em 1175 pertencia ao concelho de Ciudad Rodrigo mas em 1190, D. Afonso IX de Leão funda o concelho do Sabugal e teria mandado edificar o castelo.

Em 1296, D. Dinis dá-lhe carta de foral e no ano seguinte, na sequência do Tratado de Alcañices, passa a integrar o território português. Em 1303 concluem-se importantes obras no castelo sob a direcção de Frei Pedro do Mosteiro de Alcobaça e, em 1515, o foral é renovado por D. Manuel. De 1641 datam outras obras de beneficiação incluindo a Torre do Relógio. Em 1811, o castelo é base de apoio às tropas luso-britânicas no combate à terceira invasão francesa do General Massena. Em 1846 inicia-se a demolição progressiva da cintura muralhada.

É de arquitectura militar gótica. O perímetro urbano é de traçado ovalado irregular e a Cidadela tem dupla cintura muralhada com barbacã e cubelos cilíndricos. A cintura exterior é de traçado pentagonal irregular e a interior tem 5 torres de planta quadrada.

O castelo tem afinidades com os de Beja, Estremoz e Montalegre.

 

Época pré-romana - existência de castro, depois romanizado; c. 1160 - provável reconquista por D. Afonso Henriques, voltando a ser invadido e depois retomado por Leão; 1175 - a povoação encontrava-se integrada no concelho de Ciudad Rodrigo; c. 1190 - criação do concelho do Sabugal por D. Afonso IX de Leão, que teria concedido carta de povoação e mandado edificar o castelo; 1296 - concessão de carta de foral e reedificação do castelo por D. Dinis; 1297 - integração em território português na sequência do Tratado de Alcanises; 1303 - conclusão de parte importante das obras do castelo, sob a direcção de Frei Pedro do Mosteiro de Alcobaça (F. P. Curado); 1515 - renovação do foral por D. Manuel; séc. 16 - realização de obras de beneficiação no castelo; desenhado por Duarte d'Armas; 1641 - inspecção do castelo pelo Eng. Jesuíta Cosmander e depois pelo Gen. Matias de Albuquerque, recebendo então algumas obras de beneficiação, bem como a Torre do Relógio, onde esteve preso Brás Garcia de Mascarenhas, Governador da Praça de Alfaiates; 1811 - funcionamento do castelo como base de apoio às tropas luso-britânicas no combate a Massena; 1846 - instalação do cemitério no castelo; início da demolição progressiva da cintura muralhada urbana e reaproveitamento das cantarias em edifícios públicos e particulares; 1911 - demolição da Igreja de Nossa Senhora do Castelo.
 
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