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Dodós com dois mil anos
Mesmo que a ciência nos dê um dia um retrato mais rigoroso e sério da ave extinta, o dodó da ficção vai continuar a viver

Filomena Naves
Gordo, muito desajeitado e mais tonto ainda. Esta é a imagem que passou para o imaginário colectivo do dodó, o grande e misterioso pássaro das ilhas Maurícias que se extinguiu em 1681, um século depois de ter sido visto pela primeira vez por olhos humanos.

Para além do mito, que acabou por sobrepor-se à realidade, sabe--se na verdade muito pouco sobre aquela ave longínqua. Mas isso poderá mudar muito em breve, graças à descoberta de um filão para a ciência um conjunto de esqueletos "maravilhosamente preservados" de 20 dodós.

O achado, considerado sem precedentes, feito nas ilhas Maurícias por um grupo de investigadores locais e holandeses, "vai permitir pela primeira vez reconstituir o mundo em que a espécie vivia antes de os ocidentais chegarem", segundo o Museu de História Natural daquele país do Índico, citado pela BBC News online.

O geólogo holandês que liderou as escavações, Kenneth Rijsdijk, é da mesma opinião. Para este cientista, a análise do ADN a partir dos ossos agora encontrados poderá revolucionar o conhecimento sobre estas aves.

A riqueza da descoberta é incontestável, já que nunca antes se tinha encontrado um esqueleto completo daquele animal. O único que existia foi destruído em 1755, durante um incêndio que devastou o museu onde se encontrava, em Oxford, no Reino Unido. Agora os cientistas dispõem, não de um, mas de 20 dodós de uma só vez, todos com uma idade aproximada de dois mil anos, de acordo com a datação feita pela equipa no local.

Que animal era este, afinal, e por que razão se extinguiu? As respostas não são lineares. Quem primeiro avistou aquela ave rara - no duplo sentido da palavra - foram os navegadores portugueses, os primeiros ocidentais que se aventuraram por aquelas paragens, em 1505. O nome do animal ficou, por isso, ligado ao português.

Por alguma razão - talvez porque a estranha ave não tinha medo das pessoas - os navegadores que por ali desembarcaram há 500 anos acharam que o animal devia ser meio maluco. Por isso lhe chamaram "doudo", variante de doido. Daí o dodó.

Com 20 kg, penas azul-acinzentadas, patas curtas amarelas e um par de asas demasiado pequenas para a dimensão do corpo, o dodó tinha ainda um tufo de penas a fazer de cauda e um bico grande e "pintado" na ponta. Talvez o seu aspecto fosse mesmo um pouco "doudo" aos olhos dos ocidentais de Quinhentos.

Presa fácil (não queria, nem conseguia, fugir), e com o habitat em pouco tempo arrasado, o dodó extinguiu-se. Muito antes da chegada dos naturalistas às Maurícias.

Esquecido durante 200 anos, a ave acabou por conhecer a fama a partir de 1865, data da primeira publicação de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, aliás, Charles Dodgson. A obra tornou-se um best-seller, e o dodó, simpática e curiosa personagem autobiográfica da história, ganhou uma nova vida. A partir daí, o imaginário popular apropriou-se dela, como o tal pássaro muito desajeitado e mais tonto ainda. E mesmo que a ciência nos dê um dia um retrato mais rigoroso e sério dele, é bem possível que não consiga substituir a personagem que tem hoje vida própria e que, de certa maneira, até acarinhamos.
 
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