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  Porto do Capim guarda tesouro arqueológico

O lugar onde tudo começou passa despercebido para a maioria dos pessoenses que transitam diariamente pelo bairro do Varadouro, em João Pessoa. Hoje, boa parte do manguezal que beira o Rio Paraíba é encoberto por casas, barracos, oficinas e lojas comerciais na região da Cidade Baixa. Com isso, pouca gente pode imaginar que o início da história da capital aconteceu ali, bem perto e praticamente esquecido entre outros pontos turísticos mais famosos e visitados da cidade. Provavelmente, poucos pessoenses sabem também que o que é hoje o chamado Porto do Capim foi um dos primeiros e mais importantes pontos de defesa dos portugueses quando aqui chegaram. Um dos fortes mais importantes na história da colonização da cidade foi erguido no local para defender as terras dos ataques dos índios e também de outros invasores, como os franceses.
 

   
Terras conquistadas depois de muito esforço e de várias expedições dos portugueses que vieram de Pernambuco, explica o pesquisador Guilherme d’Avila Lins, que estuda o período colonial brasileiro há mais de 40 anos e também é membro do Instituto Histórico e Geográfico da Paraíba (IHGP). Ele lembra que havia os índios tabajaras, que se instalaram na margem direita do Rio Paraíba; os potiguaras, mais valentes e numerosos na margem esquerda; os portugueses, ansiosos por se instalarem nas terras próximas ao Paraíba; e ainda os franceses, que andavam por aqui levando pau-brasil. “O dia 5 de agosto, por exemplo, foi o dia em que uma expedição vinda de Pernambuco conseguiu firmar uma aliança com os tabajaras. O dia 5, na verdade, foi o dia das pazes. Só no dia 29 de outubro é que chegou uma outra expedição liderada pelo ouvidor-geral Martim Leitão”, explica o pesquisador.

    Só assim, diz ele, é que no dia 4 de novembro de 1585, os portugueses começaram a construir um dos fortes que seria um dos principais pontos de defesa interna do início da colonização da futura cidade, o fortim que seria chamado o Forte do Varadouro. Ou seja, onde tudo começou e onde hoje está o Porto do Capim. Assim, a data de fundação da cidade, completa, deveria ser, na verdade, 4 de novembro e não 5 de agosto.
  • Forte tinha a estrutura de madeira
    O pesquisador Guilherme d’Ávila Lins explica que no local onde foi construído o Forte do Varadouro já existia praticamente um cais natural desenhado pela natureza. “O lugar fica mais ou menos em frente à antiga capela onde hoje existe a Igreja São Pedro Gonçalves. Na época, o cais podia receber caravelas de até 60 toneladas, ou tonéis como eram chamados. Hoje, essa possibilidade não existe mais”, ressalta o pesquisador. “O dia 4 de novembro, por exemplo, foi o dia em que o mato começou a ser roçado e foi traçado o forte”, completa.

    O Forte do Varadouro foi construído com estrutura de madeira. Os cunhais eram de pedra e cal e ostras batidas foram utilizadas para fazer a argamassa, conta o pesquisador. Em forma de quadrado, o fortim tinha as costas para o rio e parte da frente para a colina. “Essa posição era exatamente para defender a cidade do inimigo que poderia vir de frente. O forte também tinha duas guaritas e uma torre instalada em cima, onde era a casa de comando, que tinha duas varandas”, diz Guilherme d´Ávila Lins. Antes mesmo do final daquele ano de 1585, completa, o forte já estava praticamente pronto, restando apenas a torre para o capitão e o almoxarifado “que, na época, tinha a função não só de guardar a munição de boca, como a de guerra”.

    Forte construído, os colonizadores chegavam à Paraíba com três objetivos definidos, lembra o pesquisador. A idéia era expulsar os franceses da região, reduzir os índios e fazer a colonização. Não foi tão fácil assim. Martim Leitão voltou para Pernambuco deixando aqui o capitão do forte, João Tavares, com mais 35 homens e provimentos para quatro meses. Depois, o forte foi abandonado por um outro capitão, dessa vez espanhol, que teria assumido o comando do forte e não estaria suportando a ameaça de possíveis ataques indígenas.

    Martim Leitão voltou à Paraíba em 23 de dezembro de 1586 para realmente consolidar a colonização. Antes disso, pegou seus homens e foi combater os potiguaras. Trouxe pessoas para colonizar a cidade. Uma das primeiras construções foi a de um engenho de açúcar, o Engenho Del Rey. O pesquisador Guilherme d´Ávila Lins explica que isso não significava, necessariamente, que a Coroa Real tinha interesses em investir na cultura do açúcar, mas, sim, que a construção do engenho era uma maneira de atrair novos investidores.

    Foi assim que João Pessoa, enfim, começou a ser idealizada. O Forte do Varadouro foi, por exemplo, espaço de defesa contra invasores e residência dos próprios governadores durante algum tempo, conta o pesquisador, como João Tavares, Frutuoso Barbosa, André de Albuquerque , Feliciano Coelho de Carvalho e Francisco de Sousa Pereira. Outras primeiras construções subiram a colina. A Casa da Câmara, por exemplo, foi instalada, mais ou menos, na altura da chamada Rua Nova (hoje Getúlio Vargas), e a Igreja Matriz erguida onde está a Catedral Nossa Senhora das Neves.

   A partir de 1599, o Forte do Varadouro foi perdendo sua importância para a colonização da cidade. “Nesse ano, os potiguaras já estavam vencidos e ele deixou de ter seu maior objetivo, que era o de defesa”, reforça Guilherme d’ Ávila Lins. Além disso, conta ele, outros pequenos fortes de defesa foram construídos próximos aos engenhos que foram instalados nas margens direita e esquerda do Rio Paraíba, como o Engenho Del Rey, o Tibiri de Cima e Engenho Santo André.

    Em 1605 já não há mais registros que relatem a existência do forte. Em 1609, documento escrito por Diogo de Campos Moreno já relata que fora construído no lugar a morada dos governadores da Capitania.

    Conta o pesquisador que existiram outras idéias de reconstruir um forte no local, até mesmo para defesa dos holandeses, que tinham entrado em Pernambuco. “No século XVIII, por exemplo, o então governador Pedro Monteiro de Macedo tentou criar uma cidadela no local para defender a cidade, mas não obteve êxito”, conclui o pesquisador.

    PROJETO

    Com tantos anos de pesquisa sobre a colonização da Paraíba e sobre os fortes que foram instalados às margens dos rios da cidade, o pesquisador Guilherme d’Ávila Lins pretende apresentar um projeto para que a cidade possa aproveitar melhor a região do Porto do Capim e o bairro do Varadouro no roteiro turístico da capital. “A nossa idéia é um projeto de revitalização que aproveite melhor o Centro Histórico e se estenda à Ilha da Restinga e Forte de Cabedelo”, diz ele, que faz questão de lembrar toda a bibliografia utilizada como base para seus estudos e para a entrevista concedida ao JORNAL DA PARAÍBA. Na lista: O Sumário das Armadas – 1594; A Narrativa de Custódia de Santo Antônio, de Frei Manoel - 1621; A Correspondência do Governador Geral Diogo Botelho - 1608; A Relação das Praças e Fortes - 1609; Livro da Razão do Estado do Brasil – 1612; Relação Ambrósio de Siqueira; Diálogo de Grandeza do Brasil; e ainda, Livro do Tombo do Mosteiro de São Bento da Paraíba.

    O pesquisador Guilherme d’Avila Lins também é médico, professor emérito da Universidade Federal da Paraíba e sócio-correspondente das seguintes instituições: Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte; Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco; Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas; e ainda, do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo.

http://jornaldaparaiba.globo.com

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