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Uniformes
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Cavalaria - 1806 a 1814 - Guerra Peninsular

Por: Manuel A. Ribeiro Rodrigues

GUERRA PENINSULAR
CAVALARIA
1806 - 1814

UNIFORME EM GERAL
MODELO 1806 / 1807


Tenente Bernardo Sá Nogueira, Cav.4
Figura da Viriatus - 54E010
CAPACETE

De couro preto com pala do mesmo material envernizado. Em toda a volta do capacete tem uma "banda" de reforço de couro ou pele de cabra. Sobre este, na parte anterior, ao meio e logo acima da pala, tem uma chapa de metal amarelo ou dourado, conforme o posto, em forma de elipse em que está em aberto o número do regimento. Francalete de couro tendo cosido exteriormente escamas de metal dourado ou amarelo; este geralmente utilizava-se colocado para cima e atado na parte de trás do casco. Por cima da copa tinha uma cruzeta de ferro, para reforço e resguardo, da cabeça, das cutiladas dadas pelas espadas do inimigo.

Colocado a meio da capacete, e começando logo acima da elipse até à parte posterior da casco, tinha uma farta crina preta. Do lado esquerdo era colocado o penacho de crina de cor vermelha. Sobre o encaixe do penacho encontrava-se o laço com as cores Nacionais azul ferrete e escarlate, sendo de lã para todos e de seda para oficiais, tudo conforme a fig. 1



Figura 1

CASACA
De pano azul ferrete, sem bandas, abotoado pelo direito por uma fila de seis botões grandes de metal amarelo. Forro de serafina da cor correspondente à unidade.

Canhões das mangas, virado das abas e vivos das cores particulares de cada regimento.

A gola, da cor privativa de cada unidade, era avivada a toda à volta.

O virado das abas é preso por triângulos de pano da cor da farda, e os canhões das mangas têm, cada um, dois botões pequenos de metal amarelo. A parte detrás da farda, tem dois botões grandes do mesmo metal e cor dos outros, do pregado de cada um desses botões, e, em direcção à borda das abas, tem uma aplicação de pano da cor do forro.

As algibeiras desenhadas no sentido da altura, por um vivo da cor do forro. A racha ou abertura das abas deixa ver a cor do forro, tudo como as fig. 2 e 3

Figura 2
Figura 3

DRAGONAS PARA PRAÇAS
De metal amarelo, articuladas conforme a fig. 4

PESCOCINHO
De belbute e linhagem preta, sendo reforçado interiormente com papelão, ou de seda para oficiais.

CAMISA
Confeccionada em pano de linho cru, fig. 5

Figura 4
Figura 5

COLETE
De pano de lã branca sem mangas e com quatro algibeiras, sendo as duas superiores simples e as duas inferiores com pestanas, fig. 6


CALÇÃO
De pano azul ferrete, brancos ou cor de camurça, apertando em baixo por intermédio de duas fitas de nastro, conforme as fig. 7

Figura 6
Figura 7

LUVAS
De camurça com canhão alto, feito de anta grossa, sensivelmente até à altura do cotovelo, fig. 8

BOTAS
De couro preto, fig. 9

Figura 8
Figura 9

ESPORAS
De ferro com fivelas de metal e correias pretas, fig. 10

BARRETE DE POLICIA
De carneira preto, com uma chapa de metal amarelo onde se encontra o número da respectiva unidade.

CAMISOLA, JAQUETA OU JALECO
De brim branco ou alvacento.

CALÇA DE POLICIA
Igual ao modelo da infantaria mas de brim branco ou alvadio.

BARRETINA
De brim da mesma cor da camisola, esta "barretina" não mais era do que um barrete com uma borla na ponta (utilizava-se geralmente este tipo de cobertura de cabeça em descanso, durante as estações frias ou para dormir).

SAPATOS
De cordovão preto, conforme a infantaria.

CAPOTE
Bastante rodado, de pano azul ferrete com gola e canhões das cores das respectivas unidades, cabeção da cor da farda, tudo como as fig. 11

Figura 10
Figura 11

UNIFORME EM PARTICULAR
TROMBETA - MOR

CASACA
As costuras e os canhões das mangas, assim como a gola avivadas por um galão de seda amarela fig. 12, tudo como a fig. 13

Figura 12
Figura 13

CLARINS

CASACA
Como a anterior.

UNIFORME PARA OFICIAIS

Iguais aos dos soldados no corte e feitio, confeccionados com panos de superior qualidade.

BANDA
Como a infantaria ou artilharia.

DRAGONAS
De escama de metal dourado, com a respectiva guarnição da patente (canutilhos e franja, ou só uma coisa ou outra como a infantaria).

GOLA DE SERVIÇO
Igual à dos oficiais de Infantaria ou artilharia.

CAPOTE E CABEÇÃO
Bastante rodado, de pano azul ferrete com mangas largas, gola e canhões das mangas de cor igual à da farda, isto é da cor particular de cada unidade,

Quando os militares não transportavam o malote, os capotes eram enrolados e atados na garupa do cavalo; em ocasião de marcha ou serviço em que transportavam os malotes na garupa, os capotes eram enrolados e atados adiante, sobre o arção do selim.

DISTINTIVOS PARA OFICIAIS INFERIORES E
PRAÇAS

Os distintivos eram precisamente os mesmos que na infantaria ou artilharia com excepções para:

CADETE
Utiliza somente a estrela, como a infantaria, colocada em cada braço junto ao pregado do ombro, em virtude do mesmo não utilizar dragonas de pano nem borlas no capacete.

FURRIEL
Uma dragona em cada ombro com franja de retrós amarelo, como os Primeiros-
-sargentos de infantaria.

Na cavalaria não existia o posto de Primeiro-sargento (Decreto de 20 de Novembro de 1809), por isso o Furriel utilizava esses distintivos. Só na Portaria de 29 de Outubro de 1814, redução das forças do Exército, é que aparece o posto de Primeiro Sargento nesta Arma.

DISTINTIVO PARA AS DIVERSAS GRADUAÇÕES
DOS OFICIAIS


Eram precisamente as mesmas que estavam atribuídas à infantaria ou artilharia

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