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Uniformes
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Tropas Expedicionárias para África - 1ªGuerra - 1914 - 1918

EQUIPAMENTO E ARMAMENTO


OFICIAS
O material levado para África seguiu praticamente a mesma filosofia dos uniformes, isto é, como havia em reserva muitos modelos anteriores aos de 1912, foi dada prioridade de utilização aos mais antigos.

Assim podiam-se ver oficias equipados com o antigo sistema inglês "Sam Browne", que praticamente consistia em: cinturão, suspensórios (muito pouco utilizados), as diagonais (também conhecido por talabarte), suspensão para espada, etc. Este material
era confeccionado em couro castanho e as fivelas em latão.

Além deste equipamento os oficiais ainda podiam utilizar, caso fosse necessário: suspensão de capote, bornal, cantil e malote.

PRAÇAS
Os soldados na sua maioria utilizavam cinturão, suspensórios (erradamente chamados arreios), porta cartuchos, pala para baioneta, tudo de couro preto com fivelas, presilhas e botões de latão amarelo, contudo podiam-se ver estes equipamentos de vários modelos, antigos e muito antigos.

Utilizavam ainda, no caso serviço assim o exigir: bornal, mochila e marmita. Os francaletes para: manta, atracar, ferramentas, prisões, suspensões, etc.

ARMAMENTO

ESPADAS

GENERAIS

UNIFORME DE CAMPANHA

Espada m/892 com copos de ferro polido, de meia roca, lixa cravada no metal e na parte inferior do punho, para firmeza do dedo polegar e alça de couro presa na montagem do punho pela parte oposta, para introdução do dedo indicador, fig. 59

BAINHA
De ferro polido ou metal branco m/895 de cavalaria, fig. 60

FIADOR
De couro preto, fig. 61

Figura 59
Figura 60
Figura 61

OFICIAIS

ENGENHARIA E INFANTARIA

Espada de copos dourados m/892, fig. 62

BAINHA
De ferro polido, assim como as braçadeiras, fig. 63

FIADOR
Como o anterior.

ARTILHARIA E CAVALARIA

Espada m/892 de ferro polido fig. 64

BAINHA
De ferro polido ou metal branco m/895, fig. 60

FIADOR
Como o anterior

Figura 62
Figura 63
Figura 64

PRAÇAS DE CAVALARIA

Espada, bainha e fiador igual aos dos oficiais da mesma Arma.


ARMAS DE FOGO


OFICIAIS

Pistola Luger Parabellum de 9mm, fig. 65

Revólver Abadie m/878 de 9,1mm, fig. 66. Este colocava-se num estojo de couro envernizado de preto, suspenso de um cinturão do mesmo material e cor. O fiador de cordão de seda preta, com dois passadores, confeccionados no mesmo material igual, tudo conforme a fig. 67.

Embora a primeira pistola fosse mais moderna, a grande maioria dos oficiais preferiam, em África, utilizar o velho revólver Abadie, que necessitava de menos cuidados de manutenção, principalmente em locais muito arenosos.

Figura 65
Figura 66
Figura 67

PRAÇAS

Carabina Mannelicher, de 6,5mm, para cavalaria, fig. 68.

Espingarda Mauser-Vergueiro de 6,5mm (.58 português), fig. 69.

Figura 68
Figura 69

Outros modelos de espingardas mais antigos.

METRALHADORAS

Vickers - Maxim de 6,5mm.

ARTILHARIA

PEÇAS:
- Erhardt.
- Hotchkiss, 37mm, fig. 70.
- Schneider - Cannet, 75mm, tiro rápido, fig. 71.
- Krupp, diversos modelos
- BEM de montanha, fig. 72.

Figura 70
Figura 71
Figura 72

ORGANIZAÇÃO

PRIMEIRAS EXPEDIÇÕES
21 de Agosto de 1914
(data do Decreto)


ANGOLA

- 3º Batalhão do Regimento de Infantaria nº 14;
- 3º Esquadrão do Regimento de Cavalaria nº 9;
- 2ª Bataria do Regimento de Artilharia de Montanha;
- 2ª Bataria do 1º Grupo de Metralhadoras.
O 1º Grupo de Companhias de Saúde e o 1º Grupo de Companhias de Administração Militar, forneceriam respectivamente as praças dos serviços de saúde e administrati-vos.

EFECTIVOS

QUARTEL-GENERAL:
1 tenente-coronel; 1 capitão do Serviço do Estado-Maior; 2 oficiais adjuntos (subalternos); 1 oficial ajudante (subalterno); 1 oficial do quadro auxiliar do Serviço de Artilharia (subalterno); 1 capitão e 1 oficial subalterno do Serviço de Saúde; 1 capitão e 1 oficial subalterno de Administração Militar; 2 segundos-sargentos; 1 primeiro-cabo e 11 segundos-cabos ou soldados (impedidos no serviço pessoal e tratadores de solípedes).
11 cavalos, tendo o comandante direito a dois.

2ª BATARIA DO REGIMENTO DE ARTILHARIA DE MONTANHA:
1 capitão da unidade; 4 oficiais subalternos das unidades; 3 oficiais subalternos, sendo 1 do Serviço de Saúde; 1 do Serviço Veterinário; 1 do Serviço Administrativo; 1 primeiro-sargento; 15 segundos-sargentos; 26 primeiros-cabos; 3 corneteiros; 1 serralheiro/ferreiro; 1 seleiro/correeiro; 2 ferradores e 168 segundos-cabos ou soldados.
23 cavalos e 82 muares.

3º ESQUADRÃO DO REGIMENTO DE CAVALARIA N.º 9:
1 capitão da unidade; 5 oficiais subalternos das unidades; 3 oficiais subalternos do Serviço de Saúde, Veterinário e Administrativo, respectivamente; 1 primeiro-sargento; 8 segundos-sargentos; 12 primeiros-cabos; 5 clarins; 1 serralheiro/ferreiro; 1 seleiro/correiro; 4 ferradores e 138 segundos-cabos ou soldados.
169 cavalos.

3º BATALHÃO DO REGIMENTO DE INFANTARIA N.º 14:
1 major; 4 capitães das unidades; 1 oficial ajudante; 12 oficiais subalternos das unidades; 2 oficias subalternos do Serviço de Saúde; 1 oficial subalterno dos Serviços Administrativos; 1 sargento-ajudante; 4 primeiros-sargentos; 27 segundos-sargentos; 55 primeiros-cabos; 1 contramestre de corneteiros; 16 corneteiros; 1 seleiro/correeiro; 1 espingardeiro e 912 segundos cabos ou soldados.
5 cavalos

2º BATARIA DO 1º GRUPO DE METRALHADORAS:
1 capitão da unidade; 2 oficiais subalternos das unidades; 3 oficiais subalternos do Serviço de Saúde, Veterinário e Administração, respectivamente; 1 primeiro-
-sargento; 5 segundos-sargentos; 8 primeiros-cabos; 1 corneteiro; 1 espingardeiro; 1 ferrador e 21 segundos-cabos ou soldados.
7 cavalos e 16 muares.

1º GRUPO DE COMPANHIAS DE SAÚDE:
3. segundos-sargentos enfermeiros.

1º GRUPO DE COMPANHIAS DE ADMINISTRAÇÃO MILITAR:
4. segundos-sargentos de equipagens.
5. cavalos.

MOÇAMBIQUE

- 3º Batalhão do Regimento de Infantaria nº 15;
- 4º Esquadrão do Regimento de cavalaria nº 10;
- 4ª Bataria do Regimento de Artilharia de Montanha.
O 2º Grupo de Companhias de Saúde e o 2º Grupo de Companhias de Administração Militar, forneceriam as respectivas praças dos serviços de saúde e de administração.

A composição das forças enviadas para Moçambique era sensivelmente a mesma com excepção para a Artilharia de Montanha tinha menos: 1 oficial subalterno das unidades; 2 segundos-sargentos e 1 soldado.

AUMENTO DE EFECTIVOS
24 de Agosto de 1914
(data do Decreto)

ANGOLA

QUARTEL-GENERAL:
3 capitães, sendo 2 de artilharia e 1 de infantaria; 3 oficiais subalternos, sendo 1 com o curso do estado-maior, 1 de infantaria e 1 de secretariado militar; 2 serralheiros/ferreiros; 1 corneteiro e 6 soldados impedidos no serviço pessoal e tratadores de solípedes.
6 cavalos

REGIMENTO DE SAPADORES MINEIROS:
1 oficial subalterno de engenharia; 1 segundo-sargento,2 primeiros-cabos e 11 soldados.
1 cavalo.

BATALHÃO DE TELEGRAFISTAS DE CAMPANHA:
6 soldados.

1º GRUPO DE TROPAS DE ADMINISTRAÇÃO MILITAR:
EQUIPAGENS: 6 segundos-sargentos e 6 primeiros-cabos.
12 solípedes.
SUBSISTÊNCIA: 10 soldados (padeiros e forneiros).

1º GRUPO DE METRALHADORAS, 2º BATARIA:
1 correeiro; 1 corneteiro e 10 soldados.
1 cavalo.

MOÇAMBIQUE

QUARTEL-GENERAL:
1 oficial subalterno com o curso do estado-maior; 1 oficial subalterno de secretariado militar; 2 serralheiros/ferreiros; 1 corneteiro e 2 soldados impedidos no serviço pessoal e tratadores de solípedes.
2 cavalos.

Quanto à composição das outras unidades, era igual à das tropas destacadas para Angola, com excepção das Metralhadoras que não foram para Moçambique.

REFORÇO DA EXPEDIÇÃO PARA ANGOLA
13 de Novembro de 1914
(data do Decreto)

1ª BATARIA DO REGIMENTO DE ARTILHARIA DE MONTANHA:
1 capitão; 3 oficiais subalternos das unidades, 3 oficiais subalternos, sendo 1 médico, 1 veterinários e 1 de administração militar; 1 primeiro-sargento; 4 segundos-sargentos; 34 primeiros-cabos; 3 corneteiros; 2 artífices; 2 ferradores e 167 segundos-cabos e soldados.

2ª BATARIA DO REGIMENTO DE ARTILHARIA DE MONTANHA:
A mesma composição da anterior, menos 2 oficiais subalternos, 1 médico e 1 de administração militar.

3º ESQUADRÃO DO REGIMENTO DE CAVALARIA N.º 11:
1 capitão; 8 oficiais subalternos, sendo: 3 das unidades, 1 médico, 1 veterinário e 1 de administração; 1 primeiro-sargento; 8 segundos-sargentos; 12 primeiros-cabos; 5 clarins; 2 artífices; 4 ferradores e 148 segundos-cabos e soldados.

3º BATALHÃO DO REGIMENTO DE INFANTARIA N.º 16:
1 major; 4 capitães; 16 oficiais subalternos, sendo: 1 ajudante, 12 das unidades, 2 médicos e 1 de administração; 1 sargento-ajudante; 4 primeiros-sargentos; 27 segundos-sargentos; 55 primeiros-cabos; 17 corneteiros, sendo 1 contramestre; 2 artífices; 1 ferrador e 912 segundos-cabos e soldados.

3º BATALHÃO DO REGIMENTO DE INFANTARIA N.º 17:
A mesma composição do anterior.

2ª BATARIA DO 2º GRUPO DE METRALHADORAS:
1 capitão; 4 oficiais subalternos, sendo: 2 das unidades, 1 médico e 1 de administra-ção; 1 primeiro-sargento; 4 segundos-sargentos; 8 primeiros-cabos; 1 corneteiro; 2 artífices; 1 ferrador e 25 segundos-cabos e soldados.

2ª BATARIA DO 3º GRUPO DE METRALHADORAS:
A mesma composição da anterior menos 1 oficial subalterno médico.

3º GRUPO DE COMPANHIAS DE SAÚDE:
4 enfermeiros, sendo 2 primeiros-cabos e os restantes segundos-cabos ou soldados.

Todos os oficiais receberiam montadas no local de destino, isto é em Angola.


 

 


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