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Uniformes
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Forças Expedicionárias a Moçambique 1894 a 1895

UNIFORMES DE CAMPANHA COMUNS A SARGENTOS E PRAÇAS
DE
ARTILHARIA, CAÇADORES E INFANTARIA

JAQUETA

De pano azul ferrete, abotoada ao meio por seis botões, fig. 1. Gola, platinas e canhões das mangas da cor correspondente à respectiva Arma.

Figura 1
 

Arma
Gola
Platinas
Canhões
Botões
Artilharia
Encarnado
Encarnado
Preto, vivo encarnado
Metal amarelo
Caçadores
Preto
Preto
Azul ferrete, vivo preto
Unha pretos
Infantaria
Encarnado
Preto
Azul ferrete, vivo encarnado
Metal amarelo

BARRETINA

De uso exclusivo para os componentes de Caçadores e Infantaria era confeccionado em feltro preto com Laço Nacional de metal pintado de azul e branco com botão de metal amarelo, francalete de couro polido de preto com fivela de metal amarelo; pala de couro envernizado de preto, com uma virola, em relevo, do mesmo couro, tudo conforme as fig. 2. Era utilizado sem penacho e guarnições.

Figura 2


CAPA E COBRE-NUCA


Nas barretinas coloca-se uma capa, com cobre-nuca, de linho branco tornado impermeável, este era fixo à capa, fig. 3, passando pouco depois a ser amovível sendo fixo à capa por intermédio de três botões, fig. 4.


Figura 3
Figura 4


JALECO DE POLICIA


De brim cru, abotoando ao meio por intermédio de seis botões de unha. Gola, canhões das mangas e platinas do mesmo tecido e cor do jaleco, tudo sem vivos nem guarnições, conforme a fig. 5.

Figura 5

BARRETE DE POLICIA

De pano azul ferrete, cilíndrico, conforme a fig. 6, com as seguintes diferenças:

- ARTILHARIA: vivo encarnado com francalete.
- CAÇADORES: sem lista e guarnecidos aos terços na altura por dois vivos de pano preto, sem francalete.
- INFANTARIA: igual aos Caçadores mas os vivos encarnados.

Figura 6

CALÇAS

De mescla azul claro, fig. 7 sendo:

- ARTILHARIA : com uma lista de pano encarnado com 2,2 cm de largura em cada
costura exterior.
- CAÇADORES : com um vivo preto em cada costura exterior.
- INFANTARIA : com um vivo encarnado em cada costura exterior.



Figura 7
 

Nota:
Os vivos, na Infantaria, pelo Plano de Uniformes de Setembro de 1892 eram carmesins, tendo passado a encarnado pela Ordem do Exército N.º 17 de 15 de Julho de 1893, ressalvando-se contudo um prazo de dois anos para a sua substituição pelos oficiais e as praças à medida em que "o pano esteja consumido e outros artigos de cor carmesim até esta data requisitados".

CALÇAS DE BRIM

Bastante folgadas em toda a perna, apertando na cintura por meio de um colchete de ferro, conforme a fig. 8.

Figura 8
 

CAPOTE

ARTILHARIA, CAÇADORES E INFANTARIA:
De mescla azul-escuro, tornada impermeável, fig. 9 a única diferença é que o de Caçadores tem os botões de unha pretos.

Figura 9
 

BOTAS

De couro de bezerro, o cano é apertado pelo lado de for a por intermédio de duas fivelas de ferro envernizadas de preto, tudo como se vê na fig. 10.
Figura 10
 


COBERTURAS DE CABEÇA


António Ennes no seu livro "A Guerra de África em 1895" esclarece-nos: "Os oficiais e soldados de Caçadores tinham ido de Lisboa com os kepis, providos de capas brancas e tapa-nucas, e desejou-se fornecer-lhes chapéus de feltro de abas largas, semelhantes aos que tanto se haviam recomendado à expedição de 1891; mas não houve meio de os obter de pronto. Todos os chapéus, desse tipo, que havia na cidade, só chegaram para a artilharia, que os usava com as fitas brancas, azuis e encarnadas, que denotavam terem eles sido destinados para boers e não para portugueses."

Nota:
O pequeno texto acima publicado explica em parte o motivo da distribuição dos chapéus, mas o facto é que tanto os Caçadores como a Infantaria utilizavam barretina com capa e cobre-nuca ou como em alternativa o barrete de policia.

A Artilharia e a Cavalaria (praças e sargentos) não possuíam barretina, mas somente, barrete de policia e capacete, neste sentido ao desembarcarem em África não podiam "entrar campanha", porque não tinham a cabeça e a nuca devidamente protegida do sol, dai a distribuição dos chapéus ter sido feita prioritariamente à Artilharia e Cavalaria.

CHAPÉUS

Confeccionados em feltro, passando por todos os tons de castanho e dos modelos mais diversos, com abas largas e redondas, tendo um ventilador de cada lado da copa. A fita, o debrum e o francalete em carneira. Eram utilizados conforme o gosto do seu possuidor, isto é com as abas direitas, abatidas, levantadas de uma lado ou do outro, na frente, etc., conforme as fig. 11, 12 e 13. Por vezes colocavam o Laço Nacional azul e branco e os emblemas da respectiva Arma.

 
Figura 11

Figura 12
Figura 13
Parece que as tropas que embarcaram em 1895 já levavam "um chapéu de aba larga de cor cinzenta" (Jorge Freitas in: Jornal do Exército n.º 423 de Março de 1995) e que possivelmente seria parecido com o modelo da fig. 14.
 
Figura 14

 

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