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Uniformes
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Exércitos da reconquista na formação de Portugal 1139 - 1263

ARMAS OFENSIVAS

Este tipo de armas, assim como as defensivas, foram sofrendo algumas alterações com o passar do tempo, contudo o armamento de qualidade era de uso exclusivo dos nobres e dos cavaleiros ricos, sendo a sua principal arma a espada.

A peonagem lutava praticamente com tudo que lhes vinha à mão e se observarmos atentamente a maioria combatia com armas de haste, que mais não eram que utensílios de trabalho da lavoura, desde a foice ao podão, passando pelo malho, etc., contudo este tipo de armas foi-se aperfeiçoando para a guerra e não para os trabalhos no campo, embora fossem de aspecto idêntico, eram maiores e mais resistentes.

Os besteiros tiveram sempre no nosso País um papel importantíssimo na hoste e nas batalhas da Primeira Dinastia, a grande maioria destes homens, assim armados, acompanhavam o exército nas suas caminhadas a cavalo, embora a grande maioria combatesse a pé.

As principais armas ofensivas que os sarracenos utilizavam era a espada, o sabre, a cimitarra, a maça de armas, a lança, o punhal, o arco e flecha além das máquinas de guerra, etc. Os objectos incendiários feitos das mais diversas substâncias eram muito utilizados.

ARMAS OFENSIVAS DOS CRISTÃOS

ESPADA
A espada característica do século XII era de lâmina larga, de dois gumes, com a ponta ligeiramente arredondada, o pomo em forma de disco de grandes dimensões, fig. 56,o punho curto e a guarda direita, tratando-se de uma arma fundamentalmente de corte, como se pode ver na fig. 57.

Figura 56
Figura 57

Na transição do século XII para o XIII, a espada foi sofrendo algumas modificações, assim a guarda começou a curvar-se em direcção da lâmina, isto é para baixo, passou a ser mais estreita, comprida e pontiaguda, o punho, por vezes, torna-se mais comprido permitindo a utilização das duas mãos, passando então a ser uma arma de corte e estoque, conforme as fig. 58.

Os cavaleiros geralmente utilizavam estes dois modelos de espada do seguinte modo: a de corte, que era a mais pesada e comprida, era suspensa no arção da sela; a outra, de estoque, mais ligeira era colocada no cinturão, para no caso ter de combater desmontado. Podendo-se resumir o modo de combate do cavaleiro do seguinte modo: montado utilizava a espada de corte e desmontado a de estoque.


Figura 58

PUNHAL
Arma branca, curta, muita utilizada durante este período, havia-os de muitos formatos e dimensões conforme as fig. 59, e 60
.

Figura 59
Figura 60

LANÇA
Curiosamente esta era uma arma própria dos cavaleiros e tinha bastantes variantes, possivelmente conforme o formato do ferro (ponta), fig. 61, e 62. Tinha geralmente cerca de quatro metros de comprimento, esta medida variava, se combatiam desmontados a lança era muito mais curta. Durante as marchas e antes do cavaleiro a utilizar era geralmente transportada pelo escudeiro.


Figura 61
Figura 62

ACHA DE ARMAS
Para os cavaleiros havia dois tipos desta arma, uma de cabo curto de ferro ou madeira para ser manejado com uma só mão, fig. 63 a outra com o cabo longo para ser manejado com as duas mãos. Este tipo de arma estava suspenso no arção da sela, no lado direito.


Figura 63

MACHADO DE ARMAS
Tratava-se de uma arma cujo ferro tinha diversas formas, com um cabo suficientemente comprido para se poder manejar, à vontade, com as duas mãos e que era utilizado pelos peões (infantaria), fig. 64 e 65.


Figura 64
Figura 65

ARMAS DE HASTE
Estas não eram mais do que derivações dos utensílios agrícolas, como acima foi dito. A variedade de ferros era imensa, consideravam-se armas de estoque e corte, sendo extremamente perigosas, fig. 66. Além destas ainda poderemos considerar o pique, fig. 67; a partazana que além da ponta tinha geralmente duas orelhas laterais; a bisarma que era uma espécie de foice afiada de um lado ou de ambos e de cujo lado convexo saía perpendicularmente um espigão em forma de ângulo recto, fig. 68, que servia para atacar de estocada, a foice era empregue para decepar as patas dos cavalos.

Figura 66
Figura 67
Figura 68

CHICOTE DE ARMAS
Arma de mão composta por um cabo de madeira ou ferro tendo na ponta uma cadeia de correntes de onde pendiam esferas de ferro ou madeira com bicos, fig. 69 e 70.

Figura 69
Figura 70

BESTA
Arma de arremesso constituída por uma coronha e uma arco colocado transversalmente. Este tipo de arma tinha uma espécie de estribo, na parte da frente, onde o seu possuidor colocava o pé para puder tender a corda, sendo disparada por uma espécie de gatilho, fig.71. Esta arma tinha diversos nomes conforme o mecanismo com que se armava:

Figura 71
LIGEIRA
Armada com a mão, conforme a fig. 72.

GARRUCHA
Armada por meio de um gancho ou garra de ferro preso a um cinto, fig. 73, e conforme a fig. 74.

Figura 73
Figura 74

PÉ-DE-CABRA
Armada por intermédio de uma alavanca que levava esse nome, fig. 75.

Figura 75
VIROTE
Seta curta geralmente emplumada no conto fig. 76. As pontas variavam muito quanto à forma, podiam ser lisas, com rebarbas, facetadas, etc.

A grande maioria era envenenada com suco de Hellebero ou Várato Negro, vulgarmente chamado de "erva dos besteiros".

As bestas mais potentes lançavam virotões que chegavam a pesar 150 gramas a uma distância de quase 400 metros com uma precisão extrema, sendo a sua força de penetração muito grande, sobretudo se o impacto fosse perpendicular ao alvo.


Figura 76

ARCO E SETA
O arco era formado por uma haste de metal ou madeira flexível cujas extremidades eram ligadas por uma corda de couro ou tripa, que sendo esticada atirava setas ou frechas, fig. 77 e 78.

O arco normando media pouco mais de um metro, o inglês atingia cerca de dois. O italiano e o alemão eram geralmente de metal e tinham cerca de um metro e meio.

A seta era composta por uma haste de madeira, geralmente teixo, o seu comprimento, em média, era de 90 centímetros. Numa extremidade tinha uma ponta de ferro e na outra penas.

A frecha era uma haste de ferro ou osso, farpada ou lisa com a ponta terminando num bico muito afiado.

Figura 77
Figura 78


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