Fortificações de Porto
Alegre
Localizadas na confluência do Rio Jacuí com o Rio dos
Sinos, formadores do Rio Guaíba, em sua margem esquerda,
na cidade portuária de Porto Alegre, no Estado do Rio
Grande do Sul.
A fortificação de Porto Alegre foi promovida em
conseqüência da sua ocupação por forças revolucionárias
(de 20/set/1835 a 15/jul/1836), e
inscreve-se no contexto da repressão imperial à Revolução
Farroupilha (1835-45).
Duas semanas após a reconquista pelas forças imperais,
a cidade passou a ser sitiada por forças farroupilhas
(efetivo de c. 1500 homens), resistindo durante cerca de
três anos e meio. Uma planta da cidade, levantada por Luiz
Pereira Dias em 1843, por determinação de
Luís Alves de Lima e Silva (1803-80), então Barão de
Caxias, que assume em fins de 1842 a
Presidência e o Comando das Armas da Província, mostra a
península cercada por uma muralha, caso raro
de uma cidade murada no Brasil. Pelo que se sabe esta
"muralha'' era formada por estacas de madeira, fincadas no
chão em fila dupla, e o espaço vazio entre elas, com cerca
de um metro de largura, preenchido com terra
apiloada. Pelo lado externo, a defesa era
complementada por um fosso seco com cerca de
2,5 a 3 m de largura. A obra foi construída por ordem de
Caxias, e o responsável pela mesma parece ter sido o
Capitão João Alvarez d'Eily, seu secretário de obras, e do
qual se sabe ter sido também responsável pelo projeto da
''Ponte de Pedra'', sobre o arroio Dilúvio, construída ao
fim do conflito.
Souza (1885), refere terem
sido várias as obras de defesa levantadas em Porto Alegre
ao tempo desta revolução, sendo a principal uma linha
contínua, entre a cidade e a várzea, apoiando-se no Riacho
(Rio Sinos) e no Rio Guaíba. Esta linha, demolida à medida
do progresso da cidade, não existia mais.