Forte de Santa Tecla
Localizado às margens do Rio Negro, próximo à foz do
Rio Piraízinho, atual município de Bagé, no Estado do Rio
Grande do Sul.
Até fins do século XVIII, havia uma grande
instabilidade fronteiriça na região do continente do Rio
Grande de São Pedro. Em conseqüência, alguns fortes foram
construídos, alternadamente por portugueses e espanhóis,
de acordo com o domínio circunstancial do terreno. Dentre
eles, o Forte de São Miguel e o Forte
de Santa Teresa, ambos em atual território
uruguaio, e o Forte de Santa Tecla, em território
hoje brasileiro.
De acordo com Souza (1885), no contexto
da invasão espanhola de 1763-76, o
governador da Província de Buenos Aires, D. Juan José de
Vertiz y Salcedo, lidera uma coluna espanhola em
1773 com destino à Coxilha Grande. No início de
1774, atingem Santa Tecla, posto avançado da
estância de São Miguel das Missões. Nesse local,
estratégico para o controle do trânsito das tropas que
cruzavam a região, é ordenado ao Engenheiro Bernardo
Lecocq a construção de uma fortificação. Segundo
Barreto (1958) possuía o formato de um pentágono
irregular, compreendendo quatro baluartes:
Santo Agostinho, São Miguel, São João
Batista e São Jorge. As muralhas foram levantadas com
leivas de barro socado (taipa) e
as construções, de pau-a-pique, distribuídas em torno da
praça de armas. O barranco do rio Negro servia-lhe de
proteção natural pelo lado norte.
Garrido (1940) coloca que após 26 dias de
cerco, é conquistado a 24/mar/1776 por
forças portuguesas sob o comando do Sargento-mór Rafael
Pinto Bandeira (filho de Francisco Pinto Bandeira),
arrasado e incendiado no dia seguinte. Reconstruído pelos
espanhóis em 1778, foi novamente tomado e
destruído pelo Regimento de Cavalaria de Dragões do Rio
Grande do Sul, comandado por Patrício Corrêa da Câmara, em
1801. Atualmente restam vestígios das
antigas fundações em pedra, tombadas pelo Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional desde 1970,
em terreno pertencente à Prefeitura do Município de Bagé.
Em função
da penetração portuguesa na Banda Oriental (Uruguai), o
Governador de Buenos Aires, D. Juan José Vertiz y Salcedo parte
com uma pequena tropa para a Coxilha Grande em 1773. No início
de 1774 ao chegar em Santa Tecla, posto avançado da estância de
São Miguel das Missões, ordena ao Engenheiro Bernardo Lecocq a
construção de uma fortaleza em local estratégico para o controle
das tropas que cruzavam a região. Em 1776 a fortaleza foi
cercada e arrasada pelos portugueses comandados pelo
sargento-mór, Rafael Pinto Bandeira. Reconstruída pelos
espanhóis em 1778 foi novamente tomada e destruída pelos dragões
de Patrício Corrêa da Câmara em 1801. A fortificação foi
construída na borda de um precipício, que protegia seu lado
norte, sem muralhas. Possuía cinco baluartes, um dos quais
incompleto. A muralha era feita com leivas de barro socado e as
construções localizadas ao redor da praça de pau-a-pique. Hoje
restam vestígios das antigas fundações em pedra localizadas num
parque com 26 hectares.