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Sítios
http://cham.fcsh.unl.pt/bbb/missoes.htm
Contexto Histórico
A maior parte do território compreendido entre o
rio de Damão a norte e Colaba a sul foi
controlado por Portugueses durante 200 anos,
entre a década de 1530 e a década de 1740. A
este território os portugueses chamavam
Província do Norte. A sua capital era Baçaim. O
centro histórico de Mumbai, entre o rio de
Bandra e Colaba, foi cedido aos ingleses depois
de 1661. Mas o território imediatamente a norte
(Salsette e Baçaim) e outras áreas a leste (Trombay,
Uran), hoje integradas na metrópole,
mantiveram-se sob poder português durante mais
um século.
Existe uma surpreendente quantidade de
informação não-publicada, publicada mas
esquecida ou pouco conhecida acerca desta
realidade histórica: desde logo, ruínas e
vestígios no terreno de cidades inteiras, partes
de cidades, povoações mais pequenas (Baçaim,
Chaul, Taná, Bandra, etc.), fortes e casas
fortificadas, igrejas e conventos, casas e
aldeias, caminhos e pontes. Seguidamente,
cartografia, gravuras e desenhos, velhas
fotografias, documentos nunca publicados de
arquivos portugueses, indianos, britânicos,
italianos, uma vasta bibliografia antiga e mais
recente.
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Ruínas do Convento Franciscano de
Manapacer
Na zona noroeste da ilha de Salcete, os
missionários Franciscanos construíram uma
pequena ermida sobre uma gruta onde viviam
ascetas Hindus, rapidamente expulsos.
Seguidamente, converteram a própria gruta numa
igreja dedicada a N. Sra. da Piedade, cerca de
1548. Eventualmente, construiu-se uma nova
igreja e um convento, designado por Real
Mosteiro de Manapacer.
Na imagem, vê-se a entrada da gruta em primeiro
plano e, sobre esta, as ruínas do convento. Em
último plano vê-se o telhado da igreja de N.
Sra. da Conceição, ainda em funcionamento, no
local hoje designado por Mandapeshvar (Borivili). |
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Igreja do Convento fortificada do
Arengal
Na ilha de Salcete, muitas das aldeias e
respectivas propriedades agrícolas estavam
aforadas às ordens missionárias. Os
Franciscanos adquiriram a aldeia de Arengal
cerca de 1557. Posteriormente, a igreja e
convento da aldeia foram fortificados,
provavelmente para fazer frente aos inúmeros
piratas e corsários que infestavam o Mar da
Arábia. Hoje em dia, a igreja de S.
Boaventura ainda está aberta ao culto e as
colossais alvenarias do convento atestam a
importância estratégica deste local.
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Forte de Mahim
Construído em meados do século XIV, o forte
de Mahim foi assaltado e saqueado pelos
portugueses em 1505. Ocupado com o resto do
distrito de Baçaim em 1534, adquiriu uma
importância considerável após a cedência de
Bombaim aos ingleses. Neste contexto serviu
de porto-franco às turbulentas transacções
comerciais entre os portugueses e ingleses
até cerca de 1720, altura em que teve início
uma guerra não declarada entre as duas
nações pelo controlo das águas de Bombaim e
Salcete. A estrutura actual resulta de obras
de expansão inglesas de meados do século
XVIII. No presente está completamente
ocupado por um hermético bairro de lata.
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Pedra de Armas de Asserim
A fantástica montanha de Asserim deve a fama às
suas imponentes defesas naturais: sobre um
elevado maciço escarpado estendia-se um grande
planalto, habitado desde tempos remotos. O único
acesso ao planalto circundava a escarpa e, a
certa altura, entrava dentro da própria pedra,
emergindo já na zona do planalto. Aqui, os
habitantes tinham uma fonte de água potável e
vários tanques para recolher a chuva das
monções.
Com a ajuda de um mercador muçulmano, os
portugueses conseguiram subornar a guarnição
abexim que controlava a fortificação em 1557,
ocupando e desenvolvendo o território em redor.
Em 1739, os maratas ocuparam definitivamente
Asserim. Constituía a única fortificação de topo
de montanha do Estado da Índia, apesar dos
igualmente espectaculares fortes de Sangaçá e
Carnalá terem sido ocupados brevemente pelos
portugueses em 1541. |
Equipa de Investigação
Walter Rossa, CEARQ - FCT - Univ. Coimbra
(Investigador Responsável)
Paulo Varela Gomes, CEARQ - FCT - Univ. Coimbra
(Investigador)
André Teixeira, CHAM - FCSH - UNL (Investigador)
Silvana Pires, CHAM - FCSH - UNL (Investigadora)
Pedro Nobre, CHAM - FCSH - UNL (Investigador)
Sidh Mendiratta, CEARQ - FCT - Univ. Coimbra
(Bolseiro)
Isabel Almeida, CHAM - FCSH - UNL (Bolseira
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