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Em Janeiro de 1961, o luxuoso transatlântico "Santa María" foi sequestrado pelo DRIL (Directório Revolucionário Ibérico de Libertação), um comando formado por Espanhóis e Portugueses. O seu objectivo era chamar a atenção da comunidade internacional e denunciar as ditaduras de Franco em Espanha e de Salazar em Portugal. Durante os 13 dias que o trajecto durou entre Caracas, Vigo e Lisboa, o barco mudou de nome e passou a denominar-se "Santa Liberdade". Este sequestro provocou inclusive a intervenção da marinha norte-americana. Neste documentário resgata-se do esquecimento o que realmente aconteceu com o Santa Liberdade.
 

O navio «Santa Maria», tal como o «Infante Dom Henrique», era considerado um paquete de luxo. Navio a vapor, de casco em aço, foi construído em 1952 nos estaleiros Société Anonyme John Cockerill, à semelhança de outros navios pertencentes à Companhia Nacional de Navegação. Foi destinado à carreira da América do Sul, para transporte de passageiros e de carga.

Paquete de grande prestígio, e o único navio de passageiros português a manter uma ligação regular entre Portugal e os Estados Unidos da América, tornou-se palco da história recente de Portugal em 19 de Janeiro de 1961.

Numa das suas viagens à América Central, entram, num dos portos de escala, vinte membros da DRIL (Direcção Revolucionária Ibérica de Libertação), opositores aos regimes ibéricos. Um dia depois, noutra paragem, o comandante deste grupo, o capitão Henrique Galvão, exilado na Venezuela desde 1959, também embarca.  O sequestro, que envolve a morte de um tripulante e dois feridos graves, dura cinco dias. Ao 5.º dia, o navio é detectado por um avião norte-americano, comprometendo, assim, o objectivo do plano de sequestro em atingir a costa de África. No dia 2 de Fevereiro, depois de quase duas semanas de sequestro, o "Santa Maria" chega ao porto brasileiro do Recife, procedendo ao desembarque dos passageiros e tripulantes. O afundamento do paquete chega a ser considerado pelo governo Português. Os sequestradores antecipam-se e entregam-se, no dia seguinte, às autoridades brasileiras, obtendo asilo político. O assalto do «Santa Maria», uma manobra de contestação revolucionária, entrou para os anais da Ciência Política, ao introduzir a prática de sequestrar navios e aviões com fins políticos.

Recuperado intacto, o "Santa Maria" volta à posse da Companhia Colonial de Navegação, regressando no Tejo, embandeirado em arco, a 16  de Fevereiro. Sete anos depois, é sujeito a uma profunda modernização, passando a fazer cruzeiros à Madeira, Canárias e Caraíbas. Em 1973, ainda na saída da barra de Lisboa, sofre graves avarias. Após o cancelamento dessa viagem, é vendido para a Formosa e desmantelado.

 

O navío Santa Liberdade

O día que o comandante da Sexta Flota Norteamericán
se cadrou para escoitar o himno galego

Margarita Ledo Andión súmase a Xan Pérez Leira na construción documental da historia que se estudará no futuro, engadindo a súa película Santa Liberdade á lista de documentais que rescatan figuras e epopeias do fociño da censura.

Perfectamente agachado ata agora, este feito histórico dende que se produciu no ano 1961 é pouco lembrado, a pesar de ser unha epopeia de liberdade..

Como David contra Goliat un grupo de galegos e portugueses, coa intención de facer coñecer o mundo que os Aliados "esqueceron" as dictaduras ibéricas ( Franco foi aliado de Hitler ) tomaron o navío Santa María que facía o traxecto de Galicia a Venezuela.

Con armas prestadas e cuns poucos cartos para conseguir algunhas pasaxes ( outros entraron de polisóns ) o grupo entre o que se contaba o celanovés Xosé Velo tomou o buque e renomeouno Santa Liberdade, en protesta polas ditaduras de Franco en España e Salazar en Portugal.

Este feito tivo en vilo a opinión mundial poñendo en un brete ao mesmo Kennedy, que mandou a Sexta Flota Nortemericana a interceptar o barco. Cos seus canóns desenfundados pronto tiveron que decatarse que nada tiñan que temer e o comandante americano rematou cadrado quince minutos facendo a veña mentres escoitaba os himnos galego, portugués e ata o da República.

A aventura remata co asilo político en Brasil, na cidade de Recife.

Tres membros do comando do DRIL ( Directorio Revolucionario Ibérico de Liberación ) reencóntranse para contarnos como foi o caso.

Quen queira entender o tempo que vivimos, como Occidente mutou da democracia ao fascismo sendo cómplice de Franco, ten que ter en conta este feito histórico e esta película, que como Xosé Velo e os seus compañeros logrou bulrar a censura da súa época.

 

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